Um Novo Senhor da educação? A política educacional do Banco Mundial para a periferia do capitalismo

Roberto Leher
Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do
Rio de Janeiro e presidente da Adufrj–Ssind

” A participação decisiva dos organismos internacionais criados em Bretton Woods na implementação das diretrizes do Consenso de Washington, que estão devastando a economia dos países periféricos, é um fato que já não suscita tantas controvérsias, posto que as contradições da crise estrutural do capitalismo já não permitem atuações discretas. Em diversos países é possível presenciar a ação desenvolta dos representantes desses organismos nas decisões fundamentais da economia. Entretanto, o significado da atuação dessas entidades na configuração da educação dos países periféricos tem provocado leituras divergentes. Este estudo sustenta a tese de que a redefinição dos sistemas educacionais está situada no bojo das reformas estruturais encaminhadas pelo Banco Mundial, guardando íntima relação com o par governabilidade-segurança.” 

BAIXAR AQUI

Anúncios

A DITADURA MILITAR E A PROLETARIZAÇÃO DOS PROFESSORES

RESUMO: Este artigo aborda as transformações ocorridas no magistério durante o regime militar (1964-1985), mostrando que a sua origem deixou de ser exclusivamente as classes médias urbanas e frações das elites, passando a constituir-se também das camadas populares. BAIXAR TEXTO Leia o resto deste post

Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina – Aníbal Quijano

A globalização em curso é, em primeiro lugar, a culminação de um processo que começou com a constituição da América e do capitalismo colonial/moderno e eurocentrado como um novo padrão de poder mundial. Um dos eixos fundamentais desse padrão de poder é a classificação social da população mundial de acordo com a idéia de raça, uma construção mental que expressa a experiência básica da dominação colonial e que desde então permeia as dimensões mais importantes do poder mundial, incluindo sua racionalidade específica, o eurocentrismo. BAIXAR TEXTO Leia o resto deste post

Resolução 98/2009 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e a Educação Ambiental para gestão das águas

Loureiro, C F B e Gomes, G F A resolução n. 98/2009 do conselho nacional de recursos hídricos e a educação ambiental para a gestão das águas. Diálogo. São Paulo, n. 8, julho de 2011.

BAIXAR TEXTO

ÁGUA E REGULAÇÃO: Aspectos jurídicos e sociais da regulação dos serviços públicos de distribuição de água e coleta de esgoto

RESUMO

No início do século XXI, há crescente preocupação dos governos, dos centros de pesquisa, das universidades, dos ambientalistas e da sociedade em geral com relação à possível “crise” mundial da água. A presente dissertação parte desse problema para identificar as razões para a atual escassez dos recursos hídricos. BAIXAR TEXTO

Leia o resto deste post

II FÓRUM ELOS DE CIDADANIA

Email Marketing II Forum Elos Cidadania

SISTEMATIZAÇÃO DOS RESULTADOS DO DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL \ HISTÓRIA AMBIENTAL

Encontro Formativo com Orientadores de Elos e Orientadores Jovens

Local: UERJ

24 e 25 de setembro de 2013

DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO: É um processo educativo, de mobilização dos sujeitos para a prática educacional, e uma construção coletiva de conhecimentos sobre a realidade que permitem a definição de prioridades temáticas para os projetos e ações.

O que não pode faltar em um diagnóstico participativo:

  •       Construção coletiva de conhecimentos
  •       Mobilização da Comunidade Escolar
  •       Problematização da realidade
  •       Definição posterior e conjunta de prioridades e ações

Ao final do Processo do Diagnóstico Participativo, os Orientadores de Elo devem entregar à Coordenação do Programa Elos de Cidadania quatro documentos, que serão publicados:

1-      Diagnóstico Completo

2-      Linha do Tempo

3-      História Ambiental

4-      Mapa Socioambiental

  1. 1.    DIAGNÓSTICO COMPLETO:

É um texto com os dados brutos do território e a descrição do processo do diagnóstico. Este texto, de teor descritivo, auxiliará na organização das informações coletadas no processo do diagnóstico. A análise destas informações deverá constar no “Produto História Ambiental”.

Este texto deve conter:

Introdução: Apresentação da problemática, relevância do trabalho realizado.

Desenvolvimento: Detalhar os instrumentos utilizados no diagnóstico; a data em que foi realizado; o tempo de duração do processo; os sujeitos e atores sociais que participaram; os critérios que foram utilizados para a seleção dos instrumentos; os critérios que foram utilizados para a seleção dos participantes; as dificuldades encontradas e as estratégias utilizadas para superar estas dificuldades; acontecimentos e informações relevantes que surgiram ao longo do diagnóstico etc.

Tabela com características físicas e socioeconômicas do território (em anexo).

Conclusões: considerações sobre o processo e resultados.

Observações: Fotos, desenhos, charges e demais materiais produzidos devem ser incluídos, pois estas informações serão publicadas juntas em um CD. A redação do diagnóstico socioambiental deverá ser uma redação por unidade escolar, ou seja, cada unidade escolar produzirá um Diagnóstico, uma Linha do Tempo, uma História Ambiental e um Mapa.

As informações da pesquisa prévia realizada no início do ano por OE e OJ poderão ser utilizadas no preenchimento da tabela (em anexo). A tabela deverá ser complementada com as informações pesquisadas pelos MEs e MJs. As informações gerais relacionadas aos municípios (ex.: clima, IDH etc) deverão ser colocadas na tabela e caso haja alguma ressalva em relação à localidade esta deverá ser registrada. Ex.: a densidade demográfica do município é xxx. No entanto, esta área da cidade se caracteriza por ser densamente povoada. A área de abrangência do diagnóstico variará em função das características de cada unidade escolar/comunidade. Ex.: escolas que atendam a apenas uma comunidade específica devem ter seu diagnóstico realizado na sua área de abrangência, englobando o território em que a comunidade escolar circula diariamente. Escolas centrais que atendam estudantes de várias localidades devem trabalhar preferencialmente sobre o entorno da escola.

  1. 2.    HISTÓRIA AMBIENTAL:

No caso do Elos da Cidadania, utilizamos a expressão para designar uma técnica que agrega os resultados de vários instrumentos de pesquisa e que auxilia na socialização do conhecimento produzido pelo grupo e no planejamento e execução de ações educativas. Contudo, é importante lembrar que a história ambiental, há algumas décadas, é reconhecida como um área do saber que busca narrar, contar ou compreender a história de um lugar a partir das relações sociedade-natureza. Assim, tão importante quanto dizer as características da ocupação territorial, é associar isso aos recursos naturais existentes e que foram utilizados e transformados para produzir um determinado ambiente, e como esse ambiente se encontra diante do processo social produzido.

2.1. OBJETIVOS:

Considerando que o processo do diagnóstico participativo envolve a construção coletiva de conhecimentos sobre a realidade concreta e as finalidades do Elos da Cidadania, este momento de sistematização é de extrema importância, pois é o momento educativo intencional em que será possível efetivar coletivamente a análise crítica e sistematizada da realidade, de forma a ampliar a compreensão acerca das relações sociais de exploração e dominação que permeiam os problemas socioambientais contemporâneos.

Assim, os objetivos deste processo consistiriam basicamente em:

(a) entender a complexidade do ambiente, ou seja, superar uma leitura reducionista que enfatiza seus aspectos biológicos ou estritamente culturais e desconsidera as relações de determinação entre as esferas social e ecológica e as dimensões econômica e política, contribuindo para superar processos materiais de alienação e reinserir o ser humano em seu tempo e espaço (ser histórico, naturalmente humano ou humanamente natural);

(b) entender a importância de participar efetivamente na formulação e implementação de políticas públicas e práticas sociais e, dessa forma, superar as limitações impostas por uma “cultura política autoritária” (Novicki, 1998, 2007), que pode ser percebida ao se tentar organizar/mobilizar a população em torno de seus interesses;

(c) perceber, no “balcão” dos ditos órgãos públicos – ao solicitar informações, denunciar crimes ambientais – o tratamento diferenciado dado à “classe-que-vive-do-trabalho” (Antunes, 2001);

(d) entender que “sua realidade” é tratada de forma fragmentada/desarticulada pelo Estado, por meio de diferentes órgãos/políticas setoriais, o que contribui para o esvaziamento do poder de pressão da sociedade (necessidade de reivindicar em vários órgãos e esferas governamentais);

(e) verificar que, em se tratando de políticas sociais e ambientais, a atuação do Estado brasileiro se dá por meio de ações conjunturais e emergenciais, sendo necessário às classes e grupos sociais expropriados, portanto, intervir de modo organizado na estruturação de políticas públicas democráticas e populares, como meio para a superação de seu uso para fins privados e universalização de direitos.[1]

Enfim, busca-se construir e sistematizar conhecimentos que contribuam para o entendimento coletivo sobre os diversos fatores que definiram as formas de uso e apropriação da natureza, produção material e organização cultural na história, ou seja, como agentes sociais concretos, sob condições determinadas, criaram suas formas de existência social, reproduzindo-as ou transformando-as.

2.2. LINHA DO TEMPO – TÉCNICA AUXILIAR INDISPENSÁVEL PARA A HISTÓRIA AMBIENTAL:

Como forma de resgatar a trajetória dos problemas socioambientais locais identificados e sistematizar informações, deve ser feita uma Linha do Tempo (gráfica) que reúna cronologicamente as informações mais relevantes. É importante que esta linha do tempo seja validada com o grupo participante do diagnóstico. A linha do tempo, a partir da identificação gráfica de fatos marcantes do lugar trabalhado, deve abordar os problemas e conflitos socioambientais verificados no diagnóstico participativo de forma historicizada, buscando apontar as relações entre eles e suas prováveis causas. A linha do tempo pode conter fotografias, imagens e desenhos. Abaixo colocamos um exemplo de linha do tempo que contém imagens e figuras (favor desconsiderar o seu conteúdo escrito e visual). Este é apenas um exemplo e não precisa ser seguido. Os participantes do processo podem sugerir outros formatos. O importante é que a linha do tempo seja feita em formato digital (no computador), pois ela será publicada junto com a História Ambiental.

Observações: A linha do Tempo poderá ser acompanhada de uma legenda explicativa. A Linha do Tempo será incluída no CD, junto ao “Diagnóstico completo”. Se tivermos condições orçamentárias, ela poderá ser publicada separadamente em formato A2.

2.3. O PRODUTO “HISTÓRIA AMBIENTAL”:

É um texto que deve sintetizar os conhecimentos construídos coletivamente sobre a história dos problemas e conflitos socioambientais locais identificados no diagnóstico, traçando as relações entre eles e os múltiplos fatores historicamente envolvidos.

Ou seja, é a análise historicizada dos “dados” coletados no diagnóstico, com as relações entre ocupação do território, relações de poder estabelecidas e problemas e conflitos socioambientais encontrados hoje.

O texto terá características diferentes de acordo com a idade, série e grau de maturidade política dos alunos com quem estamos trabalhando. O mais importante é que seja feito o esforço de síntese, ou seja, de buscar as relações entre os fatos e suas possíveis causas.

O texto deve conter:

Título: História Ambiental de XXXX (inserir nome do bairro/região) pela escola XXXXX (inserir nome completo da escola)

Introdução (título: COMO CHEGAMOS AQUI?) – contextualização do lugar estudado e de suas características a partir de uma narrativa histórica, ou seja, evidenciando o processo de constituição deste lugar, o que motivou o surgimento da comunidade ou bairro;

Desenvolvimento (título: COMO ESTAMOS HOJE?) – explicitação dos problemas e conflitos socioambientais identificados e dos fatores envolvidos, que ajudem a compreender o que está acontecendo no ambiente onde se insere a escola;

Conclusão (título: AONDE QUEREMOS CHEGAR?) – apontando para possíveis encaminhamentos futuros que são compatíveis com a proposta educativa do Elos da Cidadania.

OBSERVAÇÕES: O texto será publicado em formato A2 e deve ter no máximo três páginas, com as seguintes especificações: margens (todas) 2,5; espaçamento 1,5 e letra Times New Roman, tamanho 18.

  1. 3.        MAPA SOCIOAMBIENTAL:

A elaboração do Mapa Socioambiental é realizada no final do processo, quando os sujeitos envolvidos já possuem razoável clareza sobre as relações entre os problemas e conflitos socioambientais abordados pela comunidade no processo do diagnóstico.

Devem ser identificados no Mapa Socioambiental:

– pontos que servem de referência geográfica para a comunidade;

– problemas ambientais identificados no diagnóstico;

– conflitos socioambientais identificados no diagnóstico;

– potencialidades

OBSERVAÇÕES: Serão criados ícones específicos para identificar problemas socioambientais (relacionados a lixo, esgoto, desmatamento, agrotóxicos etc) e um ícone para identificar conflito socioambiental. É importante que os Orientadores de Elos passem para a Coordenação do Programa Elos de Cidadania quais são os problemas socioambientais que estão sendo identificados no território, para que estes ícones específicos sejam criados pela equipe de comunicação. Os mapas devem ser elaborados na ferramenta Google Earth, conforme orientações dadas na oficina sobre “Mapas”.

A seguir, estão relacionadas algumas sugestões de perguntas indutoras que podem auxiliar na identificação destes pontos:

  1. Qual é o nome da comunidade?
  2. Porque ela tem esse nome?
  3. Quais as opções de lazer?
  4. Existe algo de especial que caracterize a comunidade? (O importante nessa pergunta é perceber a diversidade cultural da comunidade e na resposta podem aparecer doces típicos, danças típicas da região, festas, cantigas, hábitos e costumes).
  5. Nessa localidade tem rio? Qual o nome dele? O Rio enche durante as chuvas?
  6. Vocês sabem de onde vem a água que abastece a escola?

7. Vocês sabem para onde vai o lixo daqui?

8. Aqui tem esgoto? Pra onde ele vai?

9. Como são as ruas? Tem calçamento? Existe alguma estrada que corta a comunidade?

10. Tem alguma fábrica ou grande empresa na comunidade?

11. Quais são os lugares mais seguros? (sem escorregamento ou enchente)

12. Quais são os lugares mais importantes da localidade?

13. Que uso tem esses lugares? Quem os ocupa?

14. Quais desses lugares são pontos de referência para localizarmos a comunidade?

15. Você gosta de viver aqui?  Por quê?

16. Quais são os lugares mais agradáveis dessa comunidade? Por quê?

IMPORTANTE: 

Prazos: Os “Diagnósticos” e as “Linhas do Tempo” devem estar prontos para serem apresentados nas Mostras Finais em novembro. Após as Mostras Finais, o trabalho nas escolas seguirá (até 20 de dezembro) para a finalização da “História Ambiental” e do “Mapa Socioambiental”. Os casos em que o trabalho na escola está paralisado por motivo da greve serão considerados individualmente, assim como casos de escolas que entraram mais tarde no Elos.


[1]LOUREIRO, C.F.B; TREIN, E.; TOZONI-REIS,M.; NOVICKI,V. Contribuições da teoria marxista para a educação ambiental crítica. Caderno CEDES, vol.29, n.77. Campinas, 2009.

PROGRAMA ELOS DE CIDADANIA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A GESTÃO PARTICIPATIVA E INTEGRADA DE ÁGUAS E FLORESTAS DA MATA ATLÂNTICA (2013).

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL

ELO:

 

ORIENTADOR DE ELO:
 

UNIDADE ESCOLAR:

  1. 1.    Relevo (aspectos físicos – Identificar o nome de picos, montanhas, rios e córregos, quando houver)
 
  1. 2.   Clima (mencionar os dados pluviométricos – chuvas)
 
  1. 3.   Bioma/Vegetação (descrever o estado da Mata Atlântica local)
 
  1. 4.   Aspectos populacionais (População, IDH, renda, violência, mortalidade infantil)
 
  1. 5.   Infraestrutura urbana e de Serviços
Transporte (a rede de ônibus chega? Como é o acesso? A estrada é asfaltada, sinalizada e iluminada? Etc.);

Saúde (tem posto de saúde, hospital, UPA? Etc.);

Educação (número de escolas na região – creches, ensino fundamental, ensino médio – atende a quem mora na região?)

Esporte e Lazer (tem praça, parque, ginásio? Etc.)

 

  1. 6.   Saneamento
Tem serviço de Água encanada e tratada?

Coleta de Resíduos (tem coleta regular, lugar pré-determinado e protegido para recolhimento do lixo? Há presença de ratos? Etc?)

Qual o sistema de tratamento de esgoto adotado (fossa, nada, rede central etc)?;

  1. 7.      Saúde Pública
Problemas de saúde pública como dengue, diarreia, contaminação por agrotóxicos, uso de drogas, alcoolismo etc.
  1. 8.      Problemas Ambientais identificados
 
  1. 9.      Conflitos Socioambientais identificados
Breve Descrição dos conflitos, com relação dos atores sociais envolvidos.
  1. 10.    Organização do Poder Local
A Comunidade é atuante?

Tem associação de moradores? Ela é atuante?

Há presença de Instituições públicas ou privadas (empresa, fábrica, ONG etc)?

  1. 11.    Potencialidades do território
 

ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO DO PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE EDUCADORAS(ES) AMBIENTAIS – PROFEA: PELA NÃO DESESCOLARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Leonardo Kaplan*
Carlos Frederico Bernardo Loureiro**

Resumo

Sob os referenciais da Análise Crítica do Discurso e da Educação Ambiental Crítica, são analisados o Programa Nacional de Formação de Educadores Ambientais (ProFEA) e textos com conceituações-chave para as políticas públicas em Educação Ambiental (EA). Com a análise discursiva feita verifica-se que as relações entre a EA e a escola são apresentadas em duas direções coincidentes: busca-se afastar ou secundarizar tais práticas do contexto escolar, transferindo-as para outros espaços vistos como mais compatíveis à prática educativa ambiental; e, quando estas ações estão voltadas para a inserção nas escolas, nem sempre são concebidas e realizadas em diálogo com a comunidade e os conhecimentos escolares, entrando, portanto, de modo periférico no “mundo da educação”, não tocando em questões centrais de sua materialidade. Assim, o ProFEA propõe uma ação formativa sem centralidade na escola e nos agentes da educação. Defende-se aqui a entrada da EA nas escolas públicas pela “porta da frente”.  Baixar texto

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O NOVO PADRÃO DE SOCIABILIDADE DO CAPITAL: UM ESTUDO NAS ESCOLAS DE TERESÓPOLIS (RJ)

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E NOVO PADRÃO DE SOCIABILIDADE DO CAPITAL: Um estudo nas escolas de Teresópolis (RJ) – Rodrigo Lamosa
Esta dissertação, resultado da pesquisa de mestrado, tem como objeto compreender a inserção da Educação Ambiental (EA) nas escolas públicas, utilizando como estudo de caso a rede municipal de Teresópolis (RJ). A EA crítica é o referencial teórico adotado, que permitiu compreender este processo no ensino formal, em suas relações com as políticas públicas educacionais federais e municipais, além do contexto de reorganização do padrão de sociabilidade do capitalismo. No aspecto metodológico, a pesquisa foi desenvolvida inicialmente pela análise da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), da leitura da bibliografia disponível, e dos documentos oficiais da educação da cidade. Num segundo momento, a pesquisa priorizou o estudo dos projetos oficiais de EA da Secretaria Municipal de Educação e a pesquisa diretamente nas escolas por meio da aplicação de questionário que foi construído com base em modelo utilizado pelo MEC em sua pesquisa “O que fazem as escolas que dizem que fazem educação ambiental?”, realizada em 2006. (mais…)

A educação ambiental e as políticas educacionais: um estudo nas escolas públicas de Teresópolis (RJ)

Rodrigo de Azevedo C. Lamosa
Carlos Frederico B. Loureiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

Este artigo tem como objeto a inserção da educação ambiental (EA) nas escolas públicas, utilizando como estudo de caso a rede municipal de Teresópolis (RJ). A EA crítica é o referencial teórico adotado, o qual permitiu compreender esse processo no ensino formal, em suas relações com as políticas públicas educacionais federais e municipais. No aspecto metodológico, a pesquisa foi desenvolvida inicialmente por meio da análise da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e dos documentos oficiais da educação da cidade. Leia o resto deste post